Lamento dos Imperfeitos

Pe. Fábio de Melo

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Tom
 Não sou perfCm7eito
 Estou aF7inda sendo fCm7eito
 E por Cm7/Bbter muito deAb7feito
 Vivo em consG7tante construCm7ção
F7Sou raro eCm7feito
 Não sou cF7ausa e resCm7peito
 De raizCm7/Bb que me fez fAb7ruto
 Desfruto a diG7vina condiCm7ção
Cm7Em noites de F7céu apaCm7gado
 Desenho estBb7relas no chãCm7o
 Em noites de F7céu estreCm7lado
 Eu pego as estBb7relas com a mãCm7o
 E quando agoF7nia cruza a estCm7rada
 Eu peço pra DF7eus sua Cm7mão
Sou seresteiro
Sou poeta, eu sou romeiro
Com palavra, amor primeiro
Vou rabiscando o coração
Vou pela rua
Minha alma às vezes nua
De joelhos pede ao tempo
A ponta do seu cobertor
Vou pelo mundo
Cruzo estradas, num segundo
Mundo imenso, vasto e fundo
Todo alojado em meu olhar
Sou retirante
Sou ao rio semelhante
Se me barram, aprofundo
Depois vou buscar outro lugar