Terra Tombada

Pe. Fábio de Melo

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Tom
 É calor de mês de agCosto, é meados de estação
 Vejo sobras de queimadas e fumaça no espigG7ão
 Lavrador tombando Dmterra, dá de longe a impressG7ão
 De losangos cor de sanDmgue desenhaG7dos pelo chãoC
Terra tombada é promessa, de um futuro que se espelha
 No quarto verde dos C7campos, a grande cama vermFelha
 Onde o parto das semDmentes fazG7 brotar de suas cCovas
 O fruto da natuD7reza cheG7irando a criança nCova
 Terra tomG7bada, solo sagrado chão quCente
 Esperando que a seG7mente, venhaDm lhe cobrir de flCor
 Também minha G7alma, ansiosa espera confiCante
 Que em meu peito você pG7lante, a semente doC amor G7 C
 Terra tombada é criaCnça, deitada num berço verde
 Com a boca aberta pedindo para o céu matar-lhe a G7sede
 Lá na fonte ao pé da Dmserra, é o seio do sertãG7o
 A água e o leite da tDmerra que aliG7menta a plantaçCão
O vermelho se faz verde, vem o botão vem a flor
 Depois da flor a semC7ente, o pão do trabalhadFor
 Debaixo das folhas mDmortas, a tG7erra dorme segCura
 Pois nos dará para o aD7no, um novo pG7arto de fartCura